domingo, 29 de agosto de 2010

Oficina de Artes - Pintura com tintas naturais

Neste terceiro momento de formação presencial em Artes Visuais professores e pedagogos da Rede Municipal de Educação de Baixo Guandu estudaram sobre Pintura, com o foco em pintura com tintas naturais. No primeiro momento estudamos sobre o surgimento da tinta e percebemos que é muito difícil estabelecer uma data para o seu surgimento. O homem não estava procurando criar ou inventar algo que embelezasse ou protegesse sua casa quando a tinta surgiu, mesmo porque, naquela época, ele ainda morava em cavernas. Foi graças à incessante necessidade do homem expressar os seus pensamentos, emoções e a cultura de seu povo que ela foi descoberta. Primeiramente, as tintas tiveram um papel puramente estético. Somente mais tarde, quando introduzidas em países do norte da América e da Europa, onde as condições climáticas eram mais severas, o aspecto "proteção" ganharia maior importância. Aprofundamos e estudamos um pouco mais sobre Tinta, Aglutinante, Pigmento e como encontrá-los na natureza.

  

















Tivemos também momentos de ampliação do repertorio literário com a leitura de livros de literatura infantil :Ana, Guto e o Gato Dançarino...e Cabelos



Desenvolvemos técnicas com tinta a partir de terra e podemos dizer que “A terra é o coração da tinta. Dá boa cobertura, serve como aglutinante, pigmento e estrutura” , foi um momento de aprendizado, experimentação, descoberta e respeito com a natureza.



A terra é um pigmento mineral que pode nos oferecer vários tons de cores.


Tivemos a oportunidade de ver o vídeo auto retrato (DVDteca – arte na escola), com o tema: Autorretratos, sua história e presença nas obras de artistas através dos tempos. Onde nos foram apresentados artistas tais como: Van Gogh, Giotto, Rembrandt, Tarsila do Amaral, Lasar Segall entre outros. Com a tinta feita a partir de terra, água e cola desenvolvemos a técnica de retrato, onde em dupla os professores um faziam o desenho do outro.



Ainda trabalhando com recursos naturais tivemos a oportunidade de discutir sobre a importância de fabricar pinceis com materiais alternativos, pois os mesmos apontam possibilidades artísticas e ajudam descobrir diferentes formas de criar as próprias pinturas , destacamos com os professoresr que é importante investigar materiais variados e dedicar especial atenção aos recursos naturais próximos à escola que podem servir de base para as ferramentas. Considerado um dos maiores pintores do século 20, o francês Henri Matisse (1869-1954) não era um artista de materiais convencionais. Na década de 1940, para vivenciar um novo jeito de pintar, realizou uma famosa série de obras com um pincel preso a uma longa vareta. Isso transformou também o suporte de sua pintura: em vez da tela tradicional, ele optou por um mural preso a uma parede. O francês não está só: assim como Matisse, muitos artistas lançam mão de recursos parecidos, utilizando galhos, folhas, escovas de dente e até vassouras como ferramentas para realizar diversos quadros. E nós também nos aventuramos.....


Ainda ampliando o repertório colocamos em discussão que a fabricação de tintas e pincéis pode ser uma aliada aos projetos. Uma boa alternativa que encontramos foi incentivá-los a encontrar modos particulares de trabalhar com a cor. Para isso mostráramos , como referência, obras do artista contemporâneo, o pintor e ilustrador paulista Paulo Pasta, que revelam tons com contrastes sutis e brincam com a percepção da cor.Nessa etapa, a ideia é que as novas ferramentas e o maior conhecimento de arte contemporânea possibilitem a cada um a chance de desenvolver melhor uma forma própria de se relacionar com as cores. E para pintar nos utilizamos de elementos vegetais tais como: urucum, açafrão, beterraba, couve, mostarda, café. Tivemos a oportunidade de experimentar, conhecer e vivenciar as propostas sugeridas....Nesta atividade trabalhamos com releitura de imagens de artistas variados e pintura de observação de paisagens....foi um momento de grandes revelações.....








Durante a oficina tivemos a oportunidade de perceber que nas pinturas ruprestes e no tingimento das roupas dos reis a tinta usada era a natural. Os ricos usavam roupas coloridas e os pobres roupas sem tingimento, pelos custos, as cores eram símbolos de nobreza.Os pintores de tela tinham que preparar sua própria tinta, com raízes secas, pedras e outros materiais.Podemos extrair cores de várias partes das plantas: raiz, caule, folhas, flores e sementes. Sendo que as cores extraídas das raízes são escuras, as dos caules médias, e as cores das flores e folhas são luminosas mas difíceis de fixar.São instáveis, mas obtemos lindas cores de flores e frutos.....O desafio maior foi lançado, agora é necessário que além dos professores os alunos também sejam desafiados a pesquisar, experimentar e deliciar-se com a descoberta de cores em elementos naturais.

4 comentários:

Franciele disse...

Muito legal este projeto, estão de parabéns, ao mesmo tempo que é desafiador, ele é constantemente contagimante e multidisciplinar, Foi muito bom realizar esta leitura e somar com as fotos tiradas dos fatos ocorridos.

Franciele

rosianapereiramourao disse...

Olá, a todos que participaram desse projeto foi um trabalho proveitoso mesmo, para valorizar a intensidade que arte abranger especialmente quando se fala de recursos naturais pode contar com uma imensa gama de meios de extrair recursos naturais principalmente quando se pensa na natureza em mostrar as riquezas que as tem dos belíssimos pigmentos naturais que podem extrai uma infinidade de cores.
Rosiana P. Mourão de Tk.

PAULA AMARAL disse...

Será que vocês podem me mandar este curso de formação, pois sou educadora e eu e a professora iremos realizar um projeto didático envolvendo tintas extraídas da natureza.

mdf disse...

Lindo seu trabalho, Parabens Forte abraço,compartilhando aqui... mdf artesanato

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